12 de agosto de 2017

Funcionários de livrarias escolhem shoujos sobre sentimentos verdadeiros


O site BookLive já fez publicação de dois rankings esse ano: um com os mangás mais vendidos do primeiro semestre de 2017 (veja AQUI) e um segundo com os mangás eletrônicos New face mais vendidos de 2017 (veja AQUI). Dessa vez não é um ranking, mas uma lista dos mangás shoujos sobre os verdadeiros sentimentos de funcionários de livrarias. Foram 12 mangás entre shoujos, joseis e seinens.
Listamos os mangás shoujoseis da lista. ‘Risouteki Boyfriend’ da Umi Ayase, a autora publicou o mangá Hal no Brasil recentemente (veja a checklist de quando lançou AQUI). ‘Hana ni Somu’ foi o ganhador do Prêmio Tezuka na Categoria Geral (veja AQUI). Temas diversos Falando sobre dúvidas, anseios e sentimentos de mulheres e jovens garotas. Enfim, confiram a lista abaixo:


SHOTENIN HONNE NO SHOUJO MANGÁ BEST
(Os melhores mangás shoujo sobre os verdadeiros sentimentos de funcionários de livrarias)


Risouteki Boyfriend

Autora: Umi Ayase
Revista: Betsuma
Editora: Shueisha
Demografia: Shoujo


Sinopse: Yusa é apaixonada pelo veterano bonitão Nishizaki, qué a cara de Rei sama, um personagem de mangá shoujo, ao qual ela considera seu tipo ideal, 'o homem insistente'. Ela arrasta sua amiga Nanami para os treinos de basquete de Nishizaki para ficar admirando-o. Mas um dia Nanami e Nishizaki se tornam mais próximos?! Yusa resolve torcer pela relação dos dois e inventa que ela começou a gostar de outra pessoa. Então seu colega de classe Haruta kun passava por perto e prevê sua estratégia e...?!



O garoto das novas sensações

Todos já estão cansados de ver mangás nos quais a garota finge ser namorada. Mas justamente para essas pessoas que recomendo esta obra.

O garoto vai rapidamente do sádico popular ao bonitão, e age relutantemente no seu ritmo. A garota também, ela não é aquela popular que não tem sentimentos, mas sim pensa na suas palavras e vai colocando seus sentimentos em ordem. Uma história de abordagem simples com o equilíbrio perfeito, onde os personagens brilham!


Allen to Dolan

Autora: Mikoto Asou
Revista: Kiss
Editora: Kodansha
Demografia: Josei


Sinopse: Rinda se mudou para Tokyo para cursar a universidade há um ano. Ela gosta de cinema da arte e subculturas, tendo levado assim uma vida feliz. Mas um dia ela quase foi levada pela conversa de um senhor culto que costuma fazer a cabeça de garotas que gostam de subculturas e foi salva por seu vizinho Edogawa!


Subcultura (risos)

A cultura popular é sem graça. Diferente dos outros, gosto de coisas para minorias. Há muito tempo sou o tipo solitária, que gosta de sub culturas. Mas recentemente isso vem aumentando e, quando sou descoberta, acabo com um pequeno sentimento de dor. Então talvez, tanto você quanto eu, possamos ler algo e dizer “ Isso é bom!”, mas não acontece de jeito nenhum… Uma história que não dá para imaginar pela capa e nem pelo título!



Suteki na Kareshi

Autora: Kazune Kawahara
Revista: Betsuma
Editora: Shueisha
Demografia: Shoujo



Sinopse: 'Suteki na Kareshi' (Namorado Adorável) fala da história de amor de Nonoka que, quando criança, avistou um casal de namorados na virada do ano e desejou que, quando se tornasse uma estudante do colegial, gostaria de arranjar um namorado. Mas ela tem a sensação de se esforçar inutilmente. Desde que entrou no ano letivo escolar não houve sequer nenhum sinal de que ela consiga arranjar um namorado, e ela começa a ficar impaciente. Então um grupo de garotos aparece no parque de diversões... então ela conhece Kiriyama, que passa a ajudá-la a conseguir um novo namorado…



Não precisa ser um bonitão!

Não dá para sentir um romance real com um cara bonitão ofuscante e bonzinho.

“ O rosto é mais ou menos, mas é divertido estar com ele, então talvez essa pessoa seja legal.” Acredito que 70% das mulheres tem um episódio de amor que deu certo assim.

Então Kiriyama - O cara que não é bonitão e nem tão bonzinho, mas que consegue tornar o ambiente divertido - A tempestade do “Ele parece legal” Real! Pessoas que vêem pela aparência podem dizer “ Claro que não!” mas…



Boku no Rinne

Autora: Ako Shimaki
Revista: Cheese
Editora: Shogakukan
Demografia: Shoujo




Sinopse: O herói desta história pode recordar suas vidas passadas. Ele irá, em seguida, cair sobre uma garota que é a reencarnação de uma outra na qual ele havia amado em uma vida passada. O rapaz se sente novamente atraído por ela, mas não quer reviver experiências passadas. Será ele capaz de se segurar ou o amor é mais forte do que qualquer coisa?



Há elementos demais!

Peitos grandes sensuais, gag (mangás de piadas, zoeiras e afins), um autor de mangá escrevendo uma obra e ainda por cima reencarnação?

As coisas se repetem instantaneamente no sumário e nos perguntamos se realmente é uma mangá shoujo… Depois que pensei isso vi a história correr desesperadamente no infinito, e o belo traço da autora torna tudo mais impactante ainda. Sucessivamente vemos a imaginação ir para um caminho totalmente inesperado, dando ainda mais sentimento de satisfação! Peitos grandes é o máximo.



Zutto dokushin de iru tsumori?

Autora: Mari Okazaki
Revista: Feel Young
Editora: Shodensha
Demografia: Josei



Sinospe: Todas as as mulheres em empatia 100%! Mami, solteira com 36 anos, as pessoas dizem ‘Coitadinha!’ porque ainda não casou, e então seus pais falam a palavra ‘Coitadinha!’ para ela. Yukino tem medo de ficar sozinha e fica em dúvida se volta com o ex namorado. Shimizu vive para o trabalho e tem uma vida amorosa superficial. Elas viveram uma vida em empregos que valem a pena e cercadas de coisas que gostam. As preocupações, tristezas e esperanças das três moças, tentando sobreviver nos seu dia-a-dia. Uma história de empatia total com as mulheres! Proposta do mangá vem do essay de Mamito Amamiya. (Obs.: ‘Zutto dokushin de iru tsumori?’ significa ‘Você quer continuar solteira pra sempre?’)



Quando eu nasci todos eram solteiros

O título é como um artigo de beleza rara que espeta. Especialmente a pressão dos pais é tão dura quanto a realidade…! No meio das conversas entre as mulheres no dia-a-dia, elas são bruscamente pegas pela realidade (deserto, oásis, urso…) E acabamos pensando “Eu entendo”….

sua resposta talvez não esteja dentro deste mangá, mas enquanto o título ressoa e o mangá acaba, acredito que possa tornar-te um pouco mais forte.


Namidaame to Serenade

Autora: Haruka Kawachi
Revista: Kiss
Editora: Kodansha
Demografia: Josei


Sinopse: Um dia Hina, uma garota enérgica, vê uma luz e inesperadamente acorda no ano 40 da Era Meiji (1907). Lá ela encontra Hongo, um jovem rico que esconde algo triste, e uma garota que é muito parecida com Hina chamada Hinako. A roda do destino começa a rodar! Um romance doloroso de viagem no tempo!


A jovem de hakama faz o coração palpitar (hakama = vestimenta tradicional japonesa)

Acho que o ponto principal de um mangá shoujo (e josei no caso) é se as outras personagens fora a protagonista são bonitas. Na obra original a jovem da família distinta que se encontra com a personagem que voltou do tempo é muito fofa! É irresistível a protagonista Hina e Hinako sentirem que “Não são pessoas diferentes”.

Não é uma história leve de viagem no tempo com a protagonista se apaixonando à primeira vista pelo bonitão que a salva; mas sim uma estória esplêndida com um pouco de mistério. Mal posso esperar pela evolução!


Nanatsuya shinobu no housekibako

Autora: Tomoko Ninomiya
Revista: Kiss
Editora: Kodansha
Demografia: Josei


Sinopse: A história se passa em uma casa de penhores num bairro da classe trabalhadora de Tokyo chamado Shitamachi, e segue Shinobu e Aki, duas pessoas fascinadas por jóias cintilantes metaforicamente "nascidas de uma Terra distante e antiga".


Recomendado para homens

A combinação mulher positiva x homem perdedor é típico da Tomoko Ninomiya sensei (autora de Nodame Cantabile)!

O foco é na pouca quantidade de elementos de romance e um casamento com diferenças de idade. O cenário é uma loja de penhores com episódios de pessoas levando jóias raras ao local, com formato compacto de evolução mas de fácil leitura, com um pouco de elementos de solução de enigmas. Dá pra rir um bocado com a cena da Shinobu sendo trapaceada pelas suas habilidades sobrenaturais (?) e saindo correndo!


Jigoku no girlfriend

Autora: Akane Torikai
Revista: Feel Young
Editora: Shodensha
Demografia: Josei



Sinopse: O mangá fala sobre três mulheres: Kanami, uma mãe solteira divorciada; Yuuri, uma office lady correta, mas com um passado imoral; e Nao, uma designer de roupas popular entre os homens. As três tem em comum o fato de não terem amigos e resolvem então morar juntas em uma casa com
partilhada (share house). Então começa a convivência das três com seus dilemas e superações.


Homens, casamento, passatempos, coisas comuns - O que são essas coisas?

Preocupações universais que começam por episódios frequentes; mas quando olhamos para cada uma das três mulheres com seus caminhos e perspectivas diferentes, as escamas parecem cair do seus olhos!

O cenário é uma casa compartilhada, então parece mais um “Modo beber em casa” do que uma reunião de mulheres (as reuniões de mulheres costumam ser pra conversar e beber).

Elas não se influenciam por tararebas (entenda mais vendo a sinopse de Tokyo Tarareba Musume AQUI). Por último, elas se acalmam utilizando como lição para o amanhã. “Certo, vamos nós esforçar mais um pouco!” Ela se encorajam. O formato curto da obra de leitura rápida é também outro atrativo!


Hana ni somu

Autora: Fusako Kuramochi
Revista: Chorus / Cocohana
Editora: Shueisha
Demografia: Josei


Sinopse: Haruto é o filho do padre principal do santuário de Hibiragi. Kano, a filha do fabricante de tatamis que vivia ao lado do santuário, começou a aprender tirolesa japonesa porque ficou profundamente impressionada com a visão de Haruto e ele desenhando um arco. Separados por um evento trágico, os dois se reencontram vários anos depois. A história gira em torno de Kano e Haruto, que permanecem a uma distância cautelosa - nem muito próxima nem muito longe - à medida que crescem. Ele retrata com certa tensão as finas sutilezas do sentimento experimentado nos anos difíceis da adolescência.


Mangá para leitura com sensações

A maneira de se fazer os preparativos, a energia dos desenhos estampados, as composições das páginas, o desenrolar do tempo de forma livre…

Eu leio os mangás da Kuramochi desde a infância e amo. Não vemos teorias de mangás tradicionais, mas a obra principal da recente onda “Kuramochi”.

Os laços de infância que foram construídos através do arco e flecha, as partes onde o amor transcende toca profundamente. A proximidade com a sua obra anterior ‘Eki kara 5 fun’ é misteriosa.


Ohitori-sama shussan

Autora: Yuzu Nanao
Revista: Office You
Editora: Shueisha
Demografia: Josei


Sinopse: Sou solteira. Pobre. Prestes a completar 40 anos. Justamente por isso eu quero ter um filho e criá-lo! Quero que eu e a criança sejamos felizes, desejando isso que estou preparada!


Até chegar o parto, uma rotina de bicos aos trancos e barrancos?!

De todo jeito, de todo jeito, ela quer ter um filho! A grávida que leva nas costas o namorado cheio de dívidas, e a partir daí podemos ver o incrível poder de ter que criar um filho! O confronto com os problemas financeiros e a persuasão dos pais, não é de jeito nenhum o mar de rosas; mas é reconfortante e pode ser útil. A maternidade e várias outras coisas não acabou com disfarces, e os acontecimentos até o parto (no ponto de vista do dinheiro) não costumam aparecer em um mangá autobiográfico de forma volumosa assim. (O parto é no final do segundo volume!)


Fonte: BookLive, Baka updates, Shoujo Lovers

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